Domingo, 10 de Agosto de 2008

Vide bula

Seu uso prolongado causa dependência.
Contra-indicada em casos de carência.
Se os sintomas persistirem o médico deverá ser consultado.

Ó, maldito Séc. XXI e suas modernidades. Acho que não vou me adaptar. Num dia eu me declaro para a moça pela qual estou apaixonado e a gente ‘fica’, no outro dia eu estou ainda mais apaixonado e ela não quer mais nada além de amizade. Esse negócio de ‘ficar’ é ótimo para os adolescentes hedonistas inconseqüentes insensíveis, mas e os cancerianos carentes românticos que se apaixonam, como é que ficam?

Esperei tanto tempo no zero a zero pra de repente tudo começar a acontecer aleatoriamente e me deixar assim, desorientado, com lembranças que eu já não sei se aconteceram mesmo ou se sonhei. O vinho que tomei pra ter coragem pode me ter feito imaginar tudo aquilo. Se for isso, então eu deveria usar mais a minha imaginação, poderia escrever belos roteiros de filmes que passariam na Sessão da Tarde. Mas é pouco provável. Eu nunca lembro dos meus sonhos, deve ter acontecido mesmo, só não sei se é melhor ou pior assim.

Sábado, 19 de Julho de 2008

À primeira vista > Pedaço de Papel

À primeira vista o meu quarto pode parecer uma completa desordem, mas é só a impressão. Tudo aqui é bem organizado, eu sei exatamente onde está cada coisa. Há duas pilhas de roupas, uma com as que eu já usei e ainda posso usar novamente, outra com as que eu usei e precisam ser lavadas. Há duas cadeiras cheias de coisas jogadas em cima [essa é a função delas] e outra cadeira na qual eu me jogo para ficar em frente ao PC... Ah, falando em PC... Há uma mesa com uma infinidade de coisas em cima dela, entre essas coisas está um computador bem grandinho. A cadeira referida à frente dessa mesa é onde eu passo a maior parte do tempo, por isso, as coisas que eu uso com mais freqüência ficam sobre a mesa, onde são facilmente visíveis e acessíveis. As coisas que são usadas com menos freqüência ou que por alguma razão não podem ser vistas por qualquer um são guardadas em lugares mais secretos [vocês não esperam que eu vá contar, né?].


Às vezes eu resolvo mexer nas coisas que vão se acumulando sobre a mesa e também nos lugares secretos para ver o que vai continuar guardado e o que vai para o lixo. Aí vem o momento nostalgia, quando eu começo a encontrar coisas que nem lembrava mais que tinha guardado e as recordações vêm com tudo. Recordações boas, ruins e péssimas. E essas são justamente as coisas que eu decido continuar guardando, afinal, nunca se sabe quando eu posso sentir uma vontade desesperadora de ouvir a voz da menina cujo telefone está anotado naquele maldito pedaço de papel escondido dentro de uma caixa de sapatos.



Pedaço de Papel

Arrumando umas coisas no meu quarto;
Achei um pedaço de papel;
Com um número de telefone;
E o nome: ‘Maria Eduarda’...

Lembrei de quando eu liguei pr’aquele número;
Pela primeira vez;
E da voz do outro lado da linha;
Dizendo: ‘Te amo’...

Confesso que tive vontade;
De ligar outra vez pr’aquele número;
Só pra saber;
Como está a vida dela...

E também tive vontade;
De incendiar aquele papel;
Pra me livrar;
Das lembranças ruins...

Na dúvida;
Guardei-o...

Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

tô podendo

Ter um texto publicado no fotolog da menina mais bonita do colégio não é pra qualquer um...
hohoho

Sábado, 14 de Junho de 2008

Coisa simples que ilumina o meu dia

Visualize a cena:

Um menino anda pela calçada de uma rua do seu bairro cantando para si mesmo uma melodia qualquer, quando se depara com um homem que deve estar pelo menos na faixa dos setenta, bem à sua frente. O homem, que é magro, usa chinelas de couro em tom de marfim, uma camisa de mangas curtas com quadriculado azul e vermelho, calça capri jeans e uma bengala envernizada e decorada, está parado se escorando em um poste com a cabeça baixa...

O menino prontamente se sente no dever de ficar aflito ao ver aquilo. O velho parece estar perdido ou passando mal, de qualquer forma deve precisar de ajuda. O menino vai se aproximando cautelosamente para não assustá-lo. Quando já está bem perto, o velho olha para o jovem, sorri e aponta:

– Veja só que coisa bonita, rapaz...

O que o velho aponta são dois pombos que catam sementes e restos de comida pela calçada. Uma visão realmente muito bonita.

– Eu estou aqui assistindo há quase uma hora...
Continuou o velho.

Depois de um breve diálogo com aquele completo desconhecido, o menino segue seu caminho, cantando para si mesmo uma nova melodia bem mais alegre.

No intervalo:

“Sair de casa em um sábado às sete da manhã e caminhar quase 1 km debaixo de chuva pra fazer uma prova de Química não tem preço... Existem coisas que o dinheiro não compra, para todas as outras existe MasterCard”

Terça-feira, 10 de Junho de 2008

“Deixa eu gostar de você”

Pra começar, lá vai um drama.

Esse é digno de Oscar, ou pelo menos alguns comentários aqui no blog.

Um enredo tipicamente adolescente, daqueles que passam na sessão da tarde em quartas-feiras chuvosas: O velho clichê do triângulo amoroso [ou qualquer outro polígono] em que uma menina gosta de um menino que gosta de outra menina que não gosta dele.

Há um estranho prazer em poder dispensar alguém, mas, como um castigo, vem a clássica dor de ser dispensado. Castigo este que não é merecido quando se trata de alguém já tão previamente castigado.

Por que a gente nunca sabe de quem vai gostar?

E todo mundo fica triste no final.

Domingo, 8 de Junho de 2008

Sinopse:

A idéia desse novo blog é que nele eu vou escrever enfatizando alguns acontecimentos da minha vida que são típicos de filmes da sessão da tarde... Quem acompanhava o meu blog antigo [o Confessionário] provavelmente vai gostar desse aqui também, afinal o blogueiro é o mesmo, trata-se apenas de uma nova fase.

Vale a pena conferir. (:

Eu tenho uma teoria...

Nos canais de TV aberta a programação infantil geralmente é exibida pela manhã, justamente quando a maioria das crianças está na escola. Qualquer criança normal prefere ficar em casa vendo o desenho do Pica-pau, mas são obrigadas a ir à escola para aprender a tabuada do 7. Essas crianças crescem desenvolvendo uma mentalidade de que “estudar é ruim, bom é o programa da Eliana.” E além disso, as crianças que passam a manhã na escola assistem os filmes da Sessão da Tarde todos os dias, sendo assim influenciadas pelo desejo de ‘viver grandes aventuras’, ‘aprontar grandes confusões’ e ‘se divertir de montão com uma turminha do barulho’... Sem contar que esses filmes mostram um estilo de vida americanamente idealizado e completamente incompatível com a realidade brasileira...

Conclusão: Todos dizem que os adolescentes são manipulados pela Malhação, e os adultos pelo Jornal Nacional. Certo, mas esquecemos das crianças, que desde cedo são feitas de marionetes pelos filmes da Sessão da Tarde e odeiam estudar porque queriam ver o Pernalonga. É por isso que o Brasil não vai pra frente.

Essa é a minha teoria.


[isso foi só pra inaugurar o blog, aguardem coisas mais interessantes]